Retificação de Imposto de Renda: quando fazer
Retificação de Imposto de Renda: quando fazerData de publicação 2 de abril de 20257 minutos de leitura
Publicado em: 29 de novembro de 2023
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 3 minutosTexto de: Time Serasa
A sigla IPCA com frequência aparece no noticiário, no contrato de aluguel, nas dicas de investidores que fazem sucesso nas redes sociais. Nem todo mundo, porém, sabe o que essas quatro letras significam e nem que elas impactam diretamente no bolso dos brasileiros. Saiba neste artigo em detalhes o que é o IPCA.
IPCA é sigla para Índice de Preços ao Consumidor Amplo. É o índice oficial da inflação e um dos mais tradicionais e importantes do país – tão importante que é considerado o termômetro da inflação brasileira.
Calculado desde 1979 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA reflete o custo de vida e o poder de compra dos brasileiros. A finalidade é simples: medir a variação dos preços dos produtos e serviços mais consumidos pelas famílias que vivem em áreas urbanas do país. É por isso que é chamado de “amplo”. Essa cesta inclui itens como alimentação, habitação, transporte, saúde e educação, entre outros.
Na prática, o IPCA mede o quanto esses preços variaram, indicando se em média aumentaram, diminuíram ou permaneceram estáveis de um mês para o outro. Isso é crucial para o planejamento econômico do país.
Embora o IPCA seja o principal, há outros indicadores de inflação semelhantes. No IPCA-15, por exemplo, a única diferença é o período da coleta (que vai do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês seguinte). O IPCA-E (ou Especial) representa o índice acumulado a cada trimestre pelo IPCA-15.
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O IPCA é uma métrica confiável para medir a inflação no país, o que ajuda governantes e economistas a entender como os preços estão evoluindo e, com base nisso, tomar decisões econômicas apropriadas. Essa é sua função principal, mas não a única.
O indicador também tem outros usos importantes. Ele serve de parâmetro para as metas de inflação definidas pelo Banco Central (BC), o que reflete no sobe e desce da Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Se a inflação está acima dessa meta, por exemplo, o BC tende a subir os juros para reduzir a demanda dos consumidores e aliviar a pressão de alta dos preços.
Além disso, o IPCA também é utilizado como índice de reajustes em alguns tipos de contratos, negociações salariais e parâmetros de rentabilidade de investimentos. Isso significa que suas taxas são ajustadas com base na inflação medida por esse índice.
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Todos os meses, o IBGE monitora o preço dos itens mais consumidos pelas famílias que têm rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Esses itens são de natureza variada: cerca de 400 produtos e serviços divididos em grandes grupos e ponderados de acordo com a importância de cada item no orçamento familiar.
Cada um desses grupos têm um peso diferente na composição do IPCA – considerando que alguns gastos pesam mais que outros no orçamento familiar. Entram arroz e feijão, mas também aparelhos eletrônicos, mensalidade escolar, consulta médica e atividades de lazer, por exemplo. Os maiores pesos são os produtos de alimentação, transporte e habitação. Os os menores são vestuário e artigos de residência.
Para chegar à lista de itens que vão compor a cesta de consumo do IPCA e terão seus preços monitorados regularmente, o IBGE leva em consideração a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). É o levantamento da POF que indica os itens mais consumidos pela população e quanto do rendimento familiar é gasto em cada um deles.
A POF é atualizada de tempos em tempos, pois os hábitos de consumo dos brasileiros também evoluem. Entre as últimas alterações, por exemplo, passaram a ser considerados o transporte por aplicativo e os serviços de streaming. Quando isso acontece, o cálculo do IPCA também é modificado.
Além da divisão do peso, o índice também tem divisão regional. Alguns locais, como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, têm peso maior em sua composição. A pesquisa é realizada em todas as regiões brasileiras e os dados são coletados em 16 capitais.
O IPCA é o termômetro da inflação no país e, portanto, tem um impacto direto no bolso do consumidor. Afinal, se ele mostra que os preços estão subindo rapidamente, é sinal de que o dinheiro está comprando menos do que antes. O consumidor, por sua vez, está gastando mais para manter seu padrão de vida, o que pode mexer no orçamento mensal e no planejamento financeiro das famílias.
Um período longo e consecutivo de aumento de preços também pode distorcer o senso de realidade dos brasileiros. Se os valores aumentam um pouco a cada dia, a moeda vai perdendo valor muito rápido. Com isso, as pessoas passam a ter dificuldade de acompanhar o que está barato ou caro.
O mesmo acontece com as dívidas. Muitos empréstimos e financiamentos são corrigidos com base no IPCA, fazendo as parcelas acompanharem o aumento da inflação. Assim, quem tem um financiamento imobiliário ou empréstimo pessoal indexado ao IPCA verá suas prestações serem ajustadas de acordo com o comportamento da inflação.
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