Marcação a mercado na renda fixa: o que é e como funciona
Marcação a mercado na renda fixa: o que é e como funcionaData de publicação 11 de setembro de 202610 minutos de leitura
Atualizado em: 2 de setembro de 2026
Categoria Educação financeiraTempo de leitura: 16 minutosTexto de: Time Serasa
O Pix passou por diversas atualizações desde seu lançamento em 2020, sempre com foco em aumentar a segurança das transações. Desde 1º de setembro de 2026 o prazo para contestar uma devolução feita via Mecanismo Especial de Devolução (MED) passou de 30 para 80 dias.
Além disso, em fevereiro de 2026 novas regras entraram em vigor para frear a ação de golpistas: o sistema passou a bloquear automaticamente contas suspeitas e a permitir que o usuário faça alertas de golpe direto no aplicativo do banco.
Essas medidas se somam às regras implementadas em 2025, que exigem conformidade com a Receita Federal para manter chaves Pix ativas.
Criado pelo Banco Central, o Pix é uma ferramenta para pagamento instantâneo, na maioria das vezes gratuita. É possível usar o Pix nas seguintes situações:
Transferências entre pessoas.
Pagamento em estabelecimentos comerciais, incluindo lojas físicas e comércio eletrônico.
Pagamento de prestadores de serviços.
Transações entre empresas, como pagamentos de fornecedores.
Recolhimento de receitas de órgãos públicos federais como taxas (custas judiciais, emissão de passaporte etc.), aluguéis de imóveis públicos, serviços administrativos e educacionais, multas, entre outros.
Pagamento de cobranças.
Pagamento de faturas de serviços, como energia elétrica, telecomunicações (telefone celular, internet, TV a cabo, telefone fixo) e abastecimento de água, além de recolhimento de contribuições do FGTS e da Contribuição Social.
\Com o objetivo de saque ou troco.
Em fevereiro de 2026 entraram em vigor novas regras do Banco Central para aumentar a segurança do Pix – o prazo final para a adequação das instituições financeiras era maio de 2026. As mudanças focaram em agilizar o bloqueio de contas usadas por golpistas e facilitar a denúncia de fraudes.
Antes, quando alguém sofria um golpe via Pix, o banco conseguia agir apenas na primeira conta que recebeu o dinheiro. O problema é que golpistas transferem os valores rapidamente para outras contas, dificultando a recuperação. Por isso, os bancos conseguiam recuperar menos de 10% do dinheiro roubado, segundo a Febraban, ouvida em reportagem do Jornal Nacional.
Com a regra em vigor desde fevereiro de 2026, o bloqueio é automático e em cascata:
ao receber a denúncia de golpe, o sistema bloqueia imediatamente a conta que recebeu a transferência;
se o dinheiro já tiver sido transferido para outra conta, o sistema busca e bloqueia a conta seguinte;
o processo continua até localizar onde os valores estão.
Esse mecanismo dificulta a ação de contas laranjas (usadas para movimentar valores de forma ilícita) e aumenta as chances de recuperação do dinheiro.
Atualmente o alerta de golpe pode ser feito diretamente no aplicativo do banco. Isso torna o processo mais rápido e acessível, sem a necessidade de ligar para centrais de atendimento ou abrir chamados demorados.
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A regra mais recente do Pix, em vigor desde 1º de setembro de 2026, amplia de 30 para 80 dias o prazo para contestar uma devolução via Mecanismo Especial de Devolução (MED). Essa mudança beneficia principalmente vendedores legítimos, que acabam sofrendo a ação de golpistas que usam um instrumento de segurança para aplicar fraudes.
Para compreender a nova regra, é importante saber como funciona o MED. O Mecanismo Especial de Devolução (MED) é uma ferramenta que ajuda a reaver o dinheiro enviado em caso de golpe. O MED permite solicitar a devolução do valor quando o usuário percebe ter sido vítima de um golpe.
Entretanto, a devolução do Pix também se transformou em um meio para aplicar golpes. Esse instrumento de segurança começou a ser usado pelos próprios criminosos, principalmente contra comerciantes e empresários. Os golpistas fazem compras legítimas por Pix, por exemplo, e depois alegam ao banco ter sido vítimas de golpe. Dessa forma, o valor enviado para a empresa é bloqueado, e pode acabar sendo devolvido ao criminoso.
A partir de agora, pessoas e empresas quem sofrem uma devolução do Pix via MED têm até 80 dias para contestar a operação em caso de suspeita de fraude por parte do pagador original.
O Pix é a modalidade de pagamento mais usada no país. De acordo com o Banco Central, os brasileiros já movimentaram mais de R$ 26 trilhões pelo sistema em 2024. A popularidade, no entanto, também atraiu a atenção de golpistas.
O aumento das fraudes e a dificuldade em recuperar valores roubados motivaram as novas regras. Antes das mudanças de 2026, o sistema funcionava assim:
a vítima denunciava o golpe ao banco;
o banco tentava contato com a instituição que recebeu o Pix;
enquanto isso, o golpista transferia o dinheiro para outras contas;
quando o bloqueio acontecia, o valor já tinha sumido.
Esse processo lento permitia que criminosos usassem contas laranjas para movimentar o dinheiro rapidamente, dificultando a recuperação. Com menos de 10% dos valores sendo devolvidos às vítimas, o baixo índice de recuperação passou a ser visto como um incentivo para novos crimes.
As regras de 2026 buscam inverter essa lógica: o bloqueio automático e em cascata torna o uso de contas laranjas mais arriscado e menos vantajoso para os golpistas. Além disso, o recente aumento do prazo para contestar uma devolução dificulta o uso da ferramenta de segurança de forma fraudulenta.
A implementação de novas regras pelo Banco Central para aumentar a segurança do Pix tem sido constante nos últimos anos. Desde julho de 2025, o Pix exige que as chaves estejam em conformidade com os dados registrados na Receita Federal. Essa determinação impede que golpistas criem chaves usando documentos de outras pessoas.
Uma chave Pix só pode ser criada ou alterada se o nome informado for igual ao registrado na base de dados da Receita Federal. A verificação é feita automaticamente pelos bancos e instituições financeiras — para o usuário, a forma de usar o Pix não muda.
Serão excluídas do sistema chaves vinculadas a alguns tipos de cadastros irregulares.
suspensa;
cancelada;
titular falecido;
nula.
suspensa;
cancelada;
titular falecido;
nula.
A Receita Federal esclarece que a falta de pagamento de tributos (que gera o CPF "pendente de regularização") não leva à restrição do Pix. A situação cadastral na Receita também não tem relação com a negativação do nome por inadimplência em órgãos de proteção ao crédito, como a Serasa.
A consulta é gratuita e pode ser feita no site da Receita Federal, no link de Comprovante de Situação Cadastral do CPF. O resultado aparece na hora.
Dependendo da natureza da pendência, o pedido de regularização pode ser feito pelo próprio site da Receita.
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● Verificação cadastral obrigatória
Esta é uma exigência aplicada aos bancos e instituições financeiras. Uma chave Pix só pode ser criada ou alterada se o nome informado for igual ao do banco de dados da Receita Federal. Para os usuários, isso não altera a forma de uso do Pix.
● Exclusão de chaves
Na prática, um usuário pode descobrir que tem uma inconformidade com a Receita Federal ao ter a chave Pix bloqueada pelo banco.
● Alterações de chave com restrições
A nova regra do Pix proíbe alterar informações vinculadas a chaves aleatórias – agora é preciso excluir a antiga e criar uma nova. A reivindicação de posse de chaves do tipo e-mail também está proibida.
Desde o lançamento, o Pix passou por diversas atualizações de fluxo e regras para aumentar a segurança das transações. Confira as principais mudanças:
| Ano | O que mudou |
|---|---|
| 2020 | Lançamento do Pix pelo Banco Central |
| 2021 | Limite de R$ 1.000 para transferências noturnas (20h às 6h) |
| 2023 | Criação do Mecanismo Especial de Devolução (MED) para facilitar reembolsos em casos de fraude |
| 2025 | Verificação cadastral obrigatória: chaves Pix precisam estar em conformidade com a Receita Federal |
| 2026 | Fevereiro: bloqueio automático de contas suspeitas e alerta de golpe direto no aplicativo do banco |
| 2026 | Fevereiro: bloqueio automático de contas suspeitas e alerta de golpe direto no aplicativo do banco |
| 2026 | Setembro: aumento do prazo para contestar devoluções via Mecanismo Especial de Devolução (MED), de 30 para 80 dias |
Golpes digitais estão cada vez mais sofisticados. Além de conhecer as regras do Pix, é importante adotar práticas de segurança para proteger seus dados e seu dinheiro.
A Serasa preparou um guia completo com orientações para proteger seu CPF de fraudes e evitar cair em golpes!
Golpistas frequentemente se passam por empresas para enviar boletos e chaves Pix falsos usando o nome da Serasa. Antes de fazer um pagamento, especialmente em negociações de dívidas do Serasa Limpa Nome, é fundamental verificar se o meio de pagamento é legítimo.
Consulte o Validador de Boleto e Chave Pix pelo site ou aplicativo da Serasa e descubra se é da Serasa ou é golpe. É simples, gratuito e rápido:
Acesse o Validador de Boletos.
Preencha o campo com o código do boleto ou chave Pix.
Pronto! Se o código for da Serasa, você já pode fazer o pagamento com segurança.
Caso o número não seja identificado entre os acordos realizados na plataforma, pode ser que o pagamento seja de outra empresa ou uma tentativa de golpe. Neste caso, orientamos que verifique os dados novamente antes de realizar o pagamento.
Desde o lançamento, o Pix passou por diversas atualizações de fluxo e regras para aumentar a segurança das transações. Confira as principais mudanças:
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