É permitido usar cartão pessoal na empresa? Entenda os riscos
É permitido usar cartão pessoal na empresa? Entenda os riscosData de publicação 24 de julho de 20269 minutos de leitura
Atualizado em: 29 de junho de 2026
Categoria Premium Tempo de leitura: 9 minutosTexto de: Time Serasa
O Programa Celular Seguro ganhou uma nova fase em junho de 2026, com foco no combate ao roubo, ao furto e à receptação de celulares. A mudança transformou o programa em política pública permanente e instituiu o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR).
A atualização também reforçou o modo recuperação, que mantém o IMEI ativo para apoiar a localização do aparelho quando uma nova linha é habilitada. Além disso, a consulta por IMEI passou a ser uma etapa importante antes da compra de celulares usados.
A proposta é facilitar a proteção do consumidor, ampliar a recuperação de aparelhos e reduzir a circulação de celulares com restrição no mercado informal.
A nova fase do Programa Celular Seguro foi lançada em 23 de junho de 2026. A etapa atual prevê ações nacionais de enfrentamento ao roubo, ao furto e à receptação de celulares.
Entre as principais mudanças estão:
criação formal do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR);
integração inicial da base com os 26 estados e o Distrito Federal;
mais de 2,9 milhões de aparelhos aptos à recuperação no lançamento da nova fase;
consulta pública por IMEI para verificar se um celular tem restrição;
reforço do modo recuperação para apoiar a atuação das polícias civis;
envio de mensagens oficiais para orientar consumidores sobre cadastro, consulta e registro de ocorrências.
A atualização não elimina a necessidade de registrar boletim de ocorrência nos casos de roubo, furto ou extravio. O alerta pelo Celular Seguro ajuda a acionar parceiros, mas a comunicação às autoridades continua necessária.
O Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR) é uma base nacional que reúne informações sobre aparelhos com restrição por roubo, furto ou extravio. A base integra dados do Programa Celular Seguro, boletins de ocorrência das polícias civis, operadoras de telefonia, sistemas nacionais de segurança pública, Anatel e ABR Telecom.
A função do BNCR é consolidar as informações para facilitar consultas e apoiar a recuperação de aparelhos. Antes de comprar um celular usado, qualquer pessoa pode verificar se existe restrição vinculada ao IMEI do aparelho.
Na consulta, o sistema informa apenas duas situações: Sem restrição ou Com restrição. Essa limitação ajuda a proteger dados pessoais e segue a lógica de mostrar ao consumidor apenas a informação necessária para tomar uma decisão de compra mais segura.
A expressão apareceu em notícias como uma comparação informal, mas não é o nome oficial da base. O nome correto é Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR).
Também é importante evitar confusão com a marca Serasa: o BNCR não é administrado pela Serasa e não usa dados da Serasa. Trata-se de uma base pública coordenada pelo Governo Federal, dentro da estratégia do Programa Celular Seguro.
O modo recuperação é uma das principais inovações do Programa Celular Seguro. Nesse modelo, o IMEI do aparelho não é bloqueado de imediato. A linha telefônica e as contas em instituições parceiras podem ser bloqueadas, mas o IMEI permanece ativo e passa a ser monitorado nacionalmente.
Com isso, se outra linha telefônica for habilitada no aparelho, o sistema identifica o uso e inicia o fluxo de recuperação. A atuação de recuperação fica a cargo das polícias civis dos estados, em cooperação com a base nacional.
Essa opção pode ser útil quando a prioridade é manter a possibilidade de recuperação do aparelho. Já o bloqueio total torna mais difícil o uso do celular, mas pode reduzir a chance de localização por meio da ativação de uma nova linha.
A escolha entre modo recuperação e bloqueio total deve considerar o objetivo da pessoa no momento da ocorrência.
Modo recuperação: bloqueia a linha telefônica e contas em instituições parceiras, mas mantém o IMEI ativo para monitoramento. Essa opção busca preservar a chance de recuperação do aparelho.
Bloqueio total: bloqueia o IMEI, a linha telefônica e as contas em instituições parceiras. Essa opção prioriza impedir o uso do aparelho.
A decisão deve ser feita com atenção, pois a orientação oficial informa que não é possível desfazer ou alterar a ação pelo aplicativo depois da confirmação.
A consulta por IMEI é uma das principais funcionalidades da nova fase do Programa Celular Seguro. Ela ajuda a verificar se o aparelho tem alerta de roubo, furto ou extravio antes da compra.
Para consultar um celular com restrição, siga estas etapas:
Acesse a funcionalidade Consultar celulares com restrição no aplicativo ou portal oficial do Celular Seguro.
Digite manualmente o número do IMEI ou escaneie o código de barras com a câmera do celular.
Confira o resultado informado pelo sistema: Sem restrição ou Com restrição.
Se o aparelho tiver mais de um IMEI, repita a consulta com todos os números.
A consulta deve ser feita antes do pagamento. Em compras de aparelho usado, também é recomendável conferir nota fiscal, dados do vendedor, estado físico do aparelho e sinais de adulteração. Caso o vendedor se recuse a informar o IMEI, a compra deve ser avaliada com cautela.
O IMEI é um código de 15 dígitos que identifica o aparelho. Ele funciona como um número único de identificação do celular nas redes móveis.
É possível encontrar o IMEI de diferentes formas:
digitando *#06# no discador do aparelho;
consultando a caixa original do celular;
verificando a região atrás da bateria, em modelos com bateria removível;
conferindo a nota fiscal ou a documentação de compra, quando a informação estiver disponível.
Celulares com dois chips ou mais podem ter mais de um IMEI. Para uma checagem completa, todos os números devem ser consultados individualmente.
Se a consulta indicar que o celular está com restrição, a orientação mais segura é não concluir a compra. O resultado Com restrição indica que há alerta ativo de roubo, furto ou extravio relacionado ao aparelho.
Se a compra já tiver sido feita, é recomendável guardar comprovantes, conversas e dados do vendedor, além de buscar orientação nos canais da Polícia Civil. Também é importante evitar revender, repassar ou continuar usando um aparelho com restrição sem orientação das autoridades.
A consulta por IMEI não substitui outros cuidados de compra. Ela é uma camada adicional de segurança para reduzir o risco de adquirir um aparelho de origem irregular.
Com a nova fase, o Governo Federal iniciou o envio de mensagens a usuários de regiões com maiores índices de furto e roubo de celulares. As comunicações orientam sobre cadastro de pessoas de confiança, consulta ao IMEI e registro de ocorrências no BNCR.
Para prevenir golpes, o Governo informa que suas comunicações não trazem links abertos para clique. As mensagens também não pedem CPF, endereço, atualização cadastral, pagamento, senha ou acesso a contas.
A autenticidade pode ser conferida pelo selo azul de conta verificada do Governo do Brasil no WhatsApp e pelo envio da mesma mensagem à caixa postal do aplicativo Gov.br. Em caso de dúvida, o melhor caminho é consultar diretamente os canais oficiais, sem clicar em links enviados por terceiros.
A nova fase do Programa Celular Seguro ampliou as possibilidades de consulta e recuperação, mas a prevenção continua começando pelo cadastro. Para usar a plataforma, é preciso ter conta gov.br, acessar o aplicativo ou portal oficial, registrar o telefone e, se fizer sentido, cadastrar uma pessoa de confiança.
O passo a passo completo de cadastro e emissão de alerta deve ser tratado no artigo prático sobre o aplicativo.
Leia também | Celular Seguro: como funciona e como usar o app
Não. O alerta enviado pelo Celular Seguro não substitui o boletim de ocorrência. Em caso de roubo, furto ou extravio, a ocorrência também deve ser comunicada nos canais da Polícia Civil do estado ou do Distrito Federal.
O alerta do aplicativo serve para acionar operadoras, bancos e instituições parceiras. O boletim de ocorrência é o registro formal junto à autoridade policial.
O Serasa Premium é o serviço de assinatura da Serasa que monitora o CPF e o CNPJ do assinante 24 horas por dia e envia alertas em tempo real sobre consultas ao score de crédito, vazamento de dados na dark web, variação do Serasa Score e muito mais. Além disso:
Importante: a Serasa comunica previamente todos os consumidores sobre negativações em seu CPF, sem qualquer custo. O alerta de pré-negativação do Serasa Premium é apenas uma funcionalidade adicional desse serviço, e não substitui o comunicado oficial.
Data de publicação 24 de julho de 20269 minutos de leitura
Data de publicação 23 de julho de 20268 minutos de leitura
Data de publicação 23 de julho de 202612 minutos de leitura